domingo, 20 de fevereiro de 2011

Testes (21/02/2011)

A vida é pura perspectiva. Nunca é cedo para ensinar, nunca é tarde para aprender. Portanto, resolvi tentar um novo desafio. Estou começando a levar mais a sério minhas edições de vídeo. Quer dizer, sempre gostei de editar imagens, colar trilhas sonoras, mas agora chegou a hora de me aventurar no mágico mundo dos efeitos especiais.

Fiz dois testes neste domingo. Nada de novo, mas, para mim, que nunca fiz nada do tipo, foi uma realização. Algumas pessoas que viram se assustaram. Outras, riram. Mas todas tiveram alguma reação, e esse é sempre meu objetivo. É preciso reagir. Como? Depende de cada um. Cada ser humano tem sua própria visão daquilo que faço. Contanto que haja uma resposta, um comentário, um retorno qualquer, para mim, está valendo. Aí estão os testes:





E é isso. Gostou? Não? Assustou? Riu? Chorou? Comente, sugira ideias e situações, fale qual foi sua reação. E se você for, sei lá, um cineasta ou coisa parecida e, talvez, quem sabe, precise de um estagiário nesta exata área, bem, bingo!

Estamos bem, animados e nos amamos, e amamos vocês.
Besos estrábicos

Nando (e Mi pedindo pelamordideus para apagar a luz para dormir)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Passeio de domingo (16/02/11)

Domingo passado fomos passear no Parc de la Ciutadella. Eu, Mi, Fer e um convidado muito muito especial. O Luca - ou "Chuchu", como a Mi costuma chamá-lo -, filho do Edu e da Maria, brasileiros que residem em Barcelona há tempos. É dele que a Mi toma conta diariamente, e é com ele que ela está desenvolvendo seus sentidos maternais.

Filmamos muita coisa, e resolvi juntar os melhores momentos neste vídeo que agora apresento. Espero que todos vocês se sintam "passeando" conosco. Imaginem a cena: uma tarde ensolarada, um ventinho frio carregando as últimas folhas secas do inverno, um parque repleto de gente, um parquinho cheio de crianças, areia e diversão.



Estamos bem, amamos vocês.

Besitos divertidos

Nando (e Mi, fazendo turno da manhã e se preparando para um passeio de adultos no Ikea)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

WE´RE BACK (15/02/11)

Sim, senhoras e senhores, estamos de volta! A rotina diária (redundância?) nos pegou de jeito, mas finalmente resolvemos abrir um pacote de cerca de 2,5kg de vergonha-na-cara e dar notícias novamente através deste humilde blog.

Pois é, quem diria, rotina europeia. Eu imaginava morar em Barcelona, viajar para um país diferente a cada fim de semana, viver novidades interessantes toda semana, sentar a bunda na cadeira e escrever posts diários contando cada detalhe de nossas aventuras. E a realidade é tão diferente disso, justamente por ser realidade. Ao menos, esta está sendo a nossa experiência.

De qualquer forma, aqui estamos. Bem de saúde, tentando viver mais que sobreviver, aproveitando o que é nos é possível. Comendo menos e melhor. Vivendo mais e melhor. E é claro, apesar da rotina, temos algumas novidades.

• A Mi deve começar em breve algum curso de castelhano. Provavelmente ela comece em março ou abril, pois os cursos daqui duram, em média, 3 meses, e a maioria dos lugares - os mais baratos - começa em janeiro. O legal é que, apesar das dificuldades da língua, estamos mais abertos a tentar e errar, o que costuma ajudar no aprendizado de basicamente tudo. A Mi falando castelhano é a coisa mais fofa.

• Comecei a escrever um livro. Por enquanto ainda estou ajustando isso e aquilo, antes de desenvolver toda a história. Será um livro meio ficção e meio real, meio triste e meio alegre, meio tenso e meio relax, meia calabreza e meia mussarela. Ou, melhor ainda, um livro sem rótulos. Combaterei a tentação de postar trechos ou sinopses da história, mas, regularmente, darei notícias sobre o processo em si.

• É incrível como a Mi está desenvolvendo seus dotes culinários. Seja seguindo receitas ou inventando uma nova combinação de ingredientes, tudo o que ela faz fica delicioso. Ela, claro, fala que falta sal, falta iso, falta aquilo, mas a verdade é que eu preciso fazer uma baita força para não acabar com toda a comida, não só para que o alimento rende mais, mas para sobrar alguma coisa para o dia seguinte. Aliás, sou só eu ou todo mundo acha que a maioria das comidas fica melhor no dia seguinte?

• Olá turma. Meu nome é Nando e eu sou viciado em Rubik´s Cube. O que começou com uma provocação da minha irmã - coisa que ele raramente faz... ahan - se transformou em obsessão. Eu só conseguia fazer uma face do cubo 3x3x3, e ela falava que não valia. Pois vim, estudei, comprei o original e coonsegui. Fui para o 4x4x4. Feito. Agora o 5x5x5. Quase lá! Todo dia eu preciso embaralhar e resolver os três cubos. mas é uma delícia. Tão bom quanto Sudoku. Aliás...

• Consegui trazer a Mi para a minha turma. Na verdade, ela entrou sem convite nem nada. Resolveu tentar o Sudoku, comprou uma revista de 0,75€ e começou pelo muy fácil, que, para quem começa, é difícil pacas. Mas ela está indo bem, resolvendo cada vez com menos erros. Ela já está quase pronta para chegar ao próximo nível.

• Que bom, a música continua na minha vida. Terei música minha gravada em alguns CDs este ano, o que me deixa cheio de orgulho. Uma dessas músicas fiz aqui, em Barcelona, e em parceria, o que significa muito para mim. Porque é preciso ter uma química, um entendimento mudo entre duas pessoas para que uma parceria saia bacana, audível e, quiçá, gravável. Só falta agora ter o meu próprio violão, aquele que deixei em Campinas. Por favor, se alguém vier para cá, poderia, por gentileza, trazer meu pobre instrumento? Que saudade.

• Ontem, meu pai me prestou uma senhora ajuda - mais uma! - e conseguimos alterar nossa passagem de volta ao Brasil. Será no fim de setembro deste ano. Até lá, temos que decidir não só o que faremos de nossas vidas, mas, baseados nesta decisão, como voltaremos para cá ou aonde iremos. Estou pensando em fazer um show beneficente aí no Brasil, para arrecadarmos dinheiro, ideias, sugestões. Voltar praí? Ficar aqui? Ir para outro país? Afinal de contas, quem aí não quer ver um Nandinho ou uma Mirelinha correndo pelas linhas deste blog? Quem? Quem quiser que a família Freitas aumente em breve, por favor levante seu mouse.

Apesar da ausência, mais um post longo. Mas estou tentando ser mais breve e direto. Preciso, é claro, guardar adjetivos, verbos e pronomes para meu livro. Senão, escrevo tudo aqui e não me sobra nada para depois, a não ser a página em branco e a cabeça idem.

Estamos bem, muito bem mesmo. Em breve, fotos e vídeos - que comecei a organizar hoje - e, tomara, ou, como dizem por aqui, ojalá, mais novidades.

Besos novos

Nando (e Mi, preparando um peixe com batatas. Meu estômago já está devorando a minha pleura.)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Reticente por reminiscências - MEGAPOST (18/01/11)

Dia importante hoje. Várias tarefas, uma longe da outra, e precisaríamos seguir um roteiro lógico e bem resolvido para que cada etapa fosse bem sucedida, pois, caso contrário, o objetivo seguinte ficaria bastante comprometido. Por conta disso, preparamos a papelada na noite do dia anterior e fomos dormir cedo. A Mi, 1h40 da manhã. Eu, 4h20. Bem cedo. Acordamos 8h30, saímos de casa em seguida e começamos:

Primeira tarefa:
Consulado brasileiro, na av. Diagonal

Motivo:
A prefeitura de Barcelona possui um guia de acolhida a novos moradores, que contém uma série de itens obrigatórios, em ordem pré-determinada, para que a estadia dos imigrantes seja ideal. Em primeiro lugar, é necessário fazer o empadronamento. Vale, isso já fizemos. O número dois da lista é pedir uma TSI (Tarjeta Sanitária Individual). Tentamos pedir a nossa, mas, de acordo com nova lei, de 2010, caso o estrangeiro seja de país da comunidade europeia ou outro qualquer que possua acordo com a Espanha, é preciso apresentar uma declaração, autenticada por consulado ou órgão responsável, atestando que o imigrante não possui cobertura da rede pública de saúde em seu país - que é o nosso caso.

Após verificar que o consulado italiano não emite tal carta, e que, portanto, precisaríamos ir à Itália para conseguir o atestado, resolvemos tentar o consulado brasileiro, que confirmou prestar tal serviço. Fizemos a declaração, assinamos e levamos ao consulado para autenticação. Hoje estaria tudo pronto.

História:
Excepcionalmente hoje haveria corte de energia, para manutenção, no prédio que abriga, em seu segundo andar, o consulado. Portanto, o atendimento seria das 9h30 às 11h00 apenas. Chegamos, e estava lotado. Durante nossa curta estada na pequena fila da recepção, ouvimos, várias vezes, a funcionária dizer Aqui está sua senha, mas não podemos garantir que você será atendido, pois a energia será cortada por volta das 11h30. Que ótimo, pensei, enquanto retirava nossos canhotos - referentes aos documentos pedidos - da mochila.

O segurança, que assistia a tv, quer dizer, que trabalhava ao lado da recepcionista, avistou os papéis e, friamente, nos disse que poderíamos aguardar no guichê 4, apresentar os recibos e retirar as declarações. Agradeci e fomos até lá. Fiquei de pé, aguardando, em frente ao tal guichê, onde, do lado de cá do vidro, havia uma mulher de braços cruzados, também aguardando.

Cerca de 15 minutos se passaram, e nada. Vimos as senhas rodando muito lentamente, pessoas sendo chamadas, contando suas histórias de como foram roubadas e o por quê da pressa da emissão de um novo passaporte, enquanto, em cada guichê, lia-se um aviso impresso em matricial Não fazemos urgência, por favor colabore. Sério. Bom, de repente, do lado de lá do vidro, vi uma senhorinha, cabelos brancos, óculos pesados pendendo na ponta do nariz, andando com certa dificuldade, passos tranquilos, mas trêmulos, vindo em direção ao guichê 4, trazendo uma pasta nas mãos.

Ela entregou o conteúdo da embalagem para a mulher que aguardava e, neste exato momento, dei um passo à frente, esticando o braço que terminava com a mão que carregava os canhotos. A mulher foi embora, a senhora olhou para mim, desceu o olhar pelo meu pescoço, seguiu pelo ombro, percorreu o braço, cotovelo, antebraço, mão, papéis. Ela esticou seu braço envelhecido, recolheu os canhotos, sorriu, virou à direita exatos 90 graus e pois-se a procurar nossas pastas entre algumas outras.

Será que eles escolheram a funcionária mais velha, mais lenta e mais cega para aquela função - de procurar e entregar documentos - de propósito? Havia várias pastas ao lado da mesa, mas a pasta da mulher atendida antes de mim estava em outra sala, longe dali. E, pela cara da moça, ela já estava esperando ali há algum tempo. Eu, heim.

Resultado:
Após segundos de procura, lá estava a declaração da Mi. Momentos depois, a minha. Ambas, entregues a mim, foram direto para minha mochila. Cerca de 15 dias e 40€ depois, os documentos estavam conosco. Conseguimos!


Segunda tarefa:
CAP (Centre d´Atenció Primària [Centro de Atenção Primária])

Motivo:
É praticamente o mesmo motivo anterior. O fato é que já havíamos ido ao CAP 2 vezes. Na primeira, não falávamos uma palavra de castelhano e nem sabíamos o que era o catalão. A atendente, de forma muito fria, falou sobre a tal declaração. Mas, como dissemos que a Mi era italiana (pois estávamos começando o processo de busca ao NIE da Mi), fomos ao consulado italiano, e nem pensamos em ir ao brasileiro.

Na segunda vez, a atendente foi bastante solícita, mas eu acabei discutindo com uma médica que insistia em falar com a funcionária na minha frente como se eu não estivesse lá. A frase que mais gostei de ouvir dela foi O problema é seu, não tenho nada a ver com isso. Mas enfim, a funcionária, sem jeito, explicou o lance da carta, e disse que o governo brasileiro mantinha um acordo com o espanhol, e, portanto, o consulado poderia expedir a tal declaração.

História:
Como a primeira etapa havia dado certo, levamos nossas declarações assinadas e autenticadas ao CAP. O consulado fica na Diagonal, no cruzamento com a Rambla, e o CAP fica aqui do lado de casa. Pegamos o metro L3, depois L1, descemos no Arc e andamos até o grande e moderno prédio. Fizemos o percurso silenciosamente. A apreensão era grande, mas a confiança também. Afinal de contas, temos agora a ajuda da Corina - que será apresentada a vocês na próxima etapa. Chegamos. Entramos. Esperamos. Fomos atendidos por essa mulher que, apesar de sentada, parecia alta. Alta demais.

Apresentei os papéis e passaportes, disse do que se tratava. Por alguns segundos aquela papelada ficou ali, na mesa, largada. A mulher parecia em catarse, não sei, observando todos os documentos sem falar ou agir. Fiquei preocupado. Ela, então, chamou outra funcionária, conversaram, a segunda informou a primeira a respeito do acordo Brasil-Espanha. A segunda falou Precisa de uma declaração assim assim assado. E a primeira Aqui está. E a segunda Precisa também do passaporte dele. E a primeira Também está aqui. E a segunda E o empadronamento? E a primeira Ele trouxe também. Então a segunda falou para a primeira o que eu queria ouvir. Ya está - que, aqui significa algo como Então pronto. A segunda olhou para mim e sorriu. Eu sorri de volta. Respondemos várias e várias questões, enquanto a expectativa aumentava, mais e mais.

Resultado:
Escolhemos nossa médica, pegamos nosso número provisório para atendimentos emergenciais gratuitos. Nossa tarjeta deve chegar em casa daqui cerca de 1 mês. A partir de então poderemos também marcar consultas. E foi isso. Conseguimos!!


Terceira tarefa:
Hospital del Mar

Motivo:
Pouca gente sabe, mas no dia 25 de dezembro de 2010 fomos ao hospital. A Mi teve uma indisposição estomacal, e decidimos ir ao Hospital del Mar, que fica perto de casa, de frente para o mar. Seria lindo se não fossem 23h30 do dia de natal. Será que estaria lotado? Será que estaria fechado? E sem a tarjeta, será que seríamos atendidos? As respostas são, respectivamente, não, não e sim. Chegamos após uma caminhada curta, porém respeitável.

A noite estava fria, mas as ruas estavam calmas e o visual daquele caminho até então desconhecido merece um post à parte. Enfim, chegando lá, a Mi apresentou passaporte e empadronamento para que o hospital faturasse a consulta aqui pra casa, pois não tínhamos a tal da tarjeta sanitária. Fomos imediatamente atendidos pelo médico-chefe de plantão. Em seguida, a Mi tomou uma medicação e aguardou. Algo em torno de 15 minutos depois, uma médica nos chamou, fez alguns exames, explicou a situação e passou a receita.

No dia seguinte, fomos à farmácia. Eram dois remédios para 1 mês de tratamento. As caixas eram gigantescas. Quando olhei aquilo, pensei Putz, vai ser caro. Mais uma vez, por falta da tarjeta, não tínhamos direito ao desconto que ela proporciona em todos os medicamentos de receita médica - cerca de 70% de desconto, segundo a farmacêutica. A conta fechou em 10€. Eu achei bom pacas.

Alguns dias depois, já em 2011, recebi um telefonema. Era da administração do hospital, dizendo que não haviam preenchido a papelada da Mi com o número de sua tarjeta. Expliquei que não tínhamos. Ela, então, passou um número de telefone. Pesquisei e descobri que tal número era de uma ONG que ajuda imigrantes com as burocracias de Barcelona. A Fer nos ajudou a marcar uma cita. Fomos dias depois para o escritório da Salud y Familia, onde conhecemos a Corina, uma mulher simpática, paciente e disposta a nos ajudar. Resumindo, ela preencheu um papel verde, disse para voltarmos ao hospital e apresentar o tal papelzinho para o RH, para darem baixa na fatura. Seria como se a ONG pagasse nossa conta. Uau!

Eu achei incrível. Mãs... E se, no dia 18 de janeiro de 2011, fossemos ao consulado brasileiro, pegássemos nossas declarações, para depois arriscarmos de novo a tarjeta sanitária em nosso CAP, e, com o número da tarjeta provisória, poderíamos aparecer no hospital, apresentar a numeração e tentar dar baixa na fatura sem a necessidade da ajuda da ONG? Ah, agora tudo faz sentido! A ordem, as tarefas, o esforço de se cumprir o roteiro exatamente da forma planejada.

Nossa, este post está tão longo. Bom, assim eu compenso os dias que não escrevi.
Continuando.

História:
Fomos de casa para o hospital andando, aproveitando a vista da praia e o solzinho que começava a aparecer, ainda morno. A área do hospital é gigantesca, com uma grande galeria na parte posterior, seguida por um espaço aberto e agradável e, depois, a entrada do hospital propriamente dito. Chegamos no balcão de informações. Pedimos informação, que nos foi dada. Fomos ao RH, apresentamos a papelada novamente e o número da tarjeta sanitária provisória da Mi.

Resultado:
A atendente, simpática e de fala rápida, anotou o número na fatura e disse Ya está. E foi isso. Conseguimos!!!


Coisas maravilhosas estão acontecendo conosco nos últimos tempos. Temos uma pequena viagem planejada para daqui alguns meses; Tenho alguns trabalhos na agulha; Nos aproximamos de pessoas incríveis, daquele tipo de pessoa que você sabe que é pra vida toda; A Mi está bem do estômago;. Nossas famílias estão bem; Nossos amigos estão bem.

Apesar disso, ainda estou reticente. Não por ser pessimista nato ou ingrato, mas as reminiscências de tudo que aconteceu - resultando em nossa vinda para Barcelona - não podem ser consideradas apenas lembranças enfraquecidas. Devem, repito, devem ser levadas em conta como ensinamentos. Afinal, o importante de cair é aprender a levantar.

Claro, não é porque caímos uma ou duas vezes que cairemos a terceira. Sei também que ambas as quedas nos ensinarão a evitar uma nova. Acredito, realmente, que as coisas estão entrando nos eixos. Minha premissa em relação a esta viagem sempre foi buscar felicidade, dinheiro, realização. Mas como se busca isso? Quer dizer, por exemplo, quando você pode dizer que seu casamento deu certo? Depois que ele acaba?

Estou aprendendo a viver o presente, a aproveitar as oportunidades e curtir o momento, sem esquecer do futuro e levando-se em conta o passado. Ainda sim, continuo reticente.

Acho que minha pergunta real é: se ao cair aprendo a levantar, o que deve acontecer para que eu possa aprender a voar? Ou ainda, preciso ficar triste para aprender a ser feliz?

É apenas uma pergunta retórica, de fato. Um desabafo. Desculpem-me por isto, e pelo megapost, mas o prazer de escrever novamente sobrepôs minha preocupação com estética e regras de blog.

Estamos bem e esperançosos. Amamos vocês do fundo do nosso coração.
Sentimos saudade, mas acho que estamos encontrando, finalmente, nosso caminho.

Besos mega-hiper-super-ultra-blaster-gigantescos

Nando (e Mi, que queria contar a novidade para a mãe, mas esta não ficou online a tempo)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Último capítulo (10/01/11)

Como bom novelista (e não noveleiro) queria deixar o último capítulo para o post de sexta-feira que vem - com reapresentação no sábado -, mas calhou de ser segunda, e não serei maldoso com familiares e amigos que acompanham esta novela há mais de 3 meses. Vamos lá?

"No capítulo anterior, Nando Freitas havia conseguido enfrentar e derrotar sua maior inimiga, a Fila Gorda. Após horas e horas de luta, sudoku e conversa-mole com sua parceira incansável, a destemida e sempre acordada Mirela de Freitas, Nando sobreviveu ao processo de pedido da tão sonhada Tarjeta de Familar de Cidadão Europeu. Após pagar a taxa referente à confecção do objeto de desejo, nosso herói - ? - precisou esperar 30 dias para poder retirar o mesmo. Foram horas de agonia, minutos de impaciência e segundos de desespero. Mas o perídodo havia terminado. O calendário estava completamente marcado. Todos os dias, entre 10 de dezembro de 2010 e 10 de janeiro de 2011, haviam sido ticados. Era chegada a hora. Finalmente."

Hoje levantei sozinho, pois resolvi deixar a Mi dormindo. Sabia que não haveria fila, ou desespero, ou chateação. Bastava entregar o canhoto com meu nome e NIE, passaporte para averiguação de identidade e recibo do pagamento da taxa. E pronto. Talvez uns 2 minutos para a procura da tarjeta, que deve estar lá, esperando pelo dono, tão ansiosa quanto ele. Portanto, era capaz d´eu voltar antes mesmo da Mi acordar. Eram 8h30.

Chequei a internet, revi o endereço, percorri o caminho na minha cabeça. Tudo memorizado. Me vesti, despedi-me da Mi, mas acho que ela não notou, e tomei meu caminho. Como a Oficina funciona entre 9h e 14h, não tive pressa. Andei calmamente, mas a passos largos, pois a ansiedade era grande. Nem percebi o fim do cigarro, que, tragado pelo vento, começava a queimar o próprio filtro, pois esqueci de fumá-lo. Minha mente estava embebida em memórias. Todo o processo, desde as primeiras perguntas sobre o NIE da Mi, as primeiras portas batidas na nossa cara, as horas e mais horas de espera, o fim do dilema dela e o começo do meu, enfim, todo o filme era projetado constantemente atrás de meus olhos. Talvez por isso não senti o cansaço ao chegar no lugar de retirada de tarjetas, uma oficina de polícia na Mallorca, 213. Eram 9h25.

Eu imaginei muito este momento. Pensei até, certo dia, que poderia ser como um Drive Through do McDonalds. Primeira cabina, entrego o canhoto e mostro meu passaporte. Segunda, deixo o recibo. Terceira, meu pedido está pronto: uma Tarjeta de Familiar de Cidadão Europeo. Sem picles. Rárárá, Sem picles, a frase ainda ecoava em minha cabeça e o sorriso continuava marcando meu rosto quando entrei na oficina, segui para uma sala à direita e vi, mais uma vez, centenas de pessoas esperando por atendimento. Sim. Centenas, mas pareciam milhares. Não foi como das outras vezes, pois de imediato retirei minha senha R200, quando no painel o número R116 era chamado para a mesa 2. Não havia, portando, a tal fila gorda. Mas haveria espera. E de pé, porque as cadeiras eram raras e ocupadas. As mesas de atendimento ficavam na sala oposta ao hall de entrada, atrás de uma porta estreita. Portanto, não era possível acompanhar o atendimento dos chamados.

Não, isso não vai estragar meu dia, pensei, otimista, enquanto retirava do bolso o celular velho de guerra, que, quase automaticamente, acessou o ícone do famigerado sudoku. Vez em quando, espiava o painel, que piscava novamente, chamando agora o R117 para a mesa 2. Comecei a averiguar aquele objeto eletrônico para desenhar um perfil da minha situação. O que concluí, após alguns minutos, foi simples. Havia apenas 2 mesas atendendo, a mesa 1 e a mesa 2. O atendimento na mesa 1 era demorado, pois os números destinados àquela locação eram bastante espaçados. Já a mesa 2 atendia rapidamente. O atendimento todo girava em torno de 4 ou 3 minutos, dependendo do caso. Em alguns momentos, o painel ficava silencioso, e todos observavam e aguardavam silenciosamente o próximo bip.

Voltei ao jogo, e acompanhava mentalmente o número de bips, para não perder minha chamada. Quando chamar o R190, eu paro de jogar, pego a papelada que já está separada desde dezembro e esperarei ohando fixamente o painel. O R189 foi para a mesa 1, e o R190, para a 2. Começou, então, a contagem regressiva para o fim da minha novela. Os números brilhavam, laranjas, no painel escuro, um, depois o outro, rapidamente, até estancar no R199. Foram longos 6 minutos de espera. Quem me atenderia? A lerdeza da mesa 1? A eficiência da mesa 2? Bip. R200. Mesa 2. 10h34.

Atravessei o curto hall, entrei na sala de atendimento e parei. Que estranho. Consegui contar 5 mesas, mas apenas 1 estava ocupada. Uma senhora, de 60 e muitos anos talvez, com a cara mais fechada que Banco em feriado nacional, sentada atrás da grande mesa de madeira, fazia um atendimento. Eu, besta, sem saber o que pensar, perguntei educadamente, Mesa 2? Ela respondeu, com a cara tão sólida que parecia um ventríloquo, Você está vendo mais alguém na sala? Eu fiquei calmo, apesar do suor começar a brotar da testa. Sabe, quando o suor nasce na testa ou na nuca, e dá até pra sentir? Não sei, acho que meu copo estava bem cheio, e meu nervosismo se devia, claro, ao medo da velha resolver pingar a gota d´água, e eu perder o controle. Quer dizer, hoje o dia estava indo até que bem, o problema é a bagagem que a gente leva.

Bom, não sorri, não fiz cara feia. Só suei porque não é controlável. Aguardei minha vez. Enquanto isso, ouvi a discussão da velha com o homem que estava sendo atendido. Ela explicou que estava sozinha a manhã toda, e que o aparelho da mesa 1, logo ao lado, responsável por chamar a próxima senha no painel eletrônico, disparava sozinho, e ela não estava dando conta, e blá blá blá. O homem saiu, dei um passo à frente, abri minha pasta, retirei todos os documentos e entreguei-os à Sra. Educação. Ela leu, leu, e, de repente, soltou um suspiro alto, quase uma bufada. Fodeu, pensei na hora. Broxado e derrotado, ouvi a velha reclamando que eu não havia colocado meu nome no recibo da taxa. É isso? Mas o funcionário do Banco onde paguei a taxa disse que era necessário apenas constar o número do meu NIE, e... Quer saber, não vou falar nada. Nada. Peguei a caneta cedida pela mão enrrugada da atendente, escrevi meu nome completo, calle, números, e estava escrevendo Barcelona e ouvi aquela voz cinza dizendo Não precisa. Parei no Ba, entreguei o papel, a caneta, e não pude sequer olhar para a funcionária, pois, ao mirar a mesa, eu a vi. Minha tarjeta.

Sim. Minha tarjeta. Disse Tchau enquanto guardava tudo em minha mochila, para ter nas mãos apenas ela. Minha tarjeta. De súbito, toda minha história referente àquele pedacinho de plástico tatuado com minhas informaçõs voltaram, mas, desta vez, o filme foi projetado às avessas, desde aquele momento até a primeira pergunta feita, como se a história fosse desfeita, de alguma forma. E de todas as questões, informações, grosserias, respostas atravessadas, apenas uma palavra continuava em minha mente. Apenas uma.

Consegui!

Rolam os créditos.

Bônus - A volta

Feliz da vida, desci toda a Rambla, virei à esquerda na Trafalgar em direção ao Arc. Andava alegre e despreocupado quando vi logo ali, na minha frente, na esquina, que a calçada estava fechada para obras. Num cercado formado por pedaços de cerca de barras de ferro amarelas, funcionários abriam buracos, retiravam paralelepípedos, alguns conversavam, mas a maioria trabalhava. Com outra fileira dessas barras amarelas, formaram um caminho para os transeuntes.

Tomei direção para este caminho, e, ao desviar de um homem que andava na direção oposta à minha, toquei a cerca amarela com a mão direita. Apenas toquei. Mas pude perceber, pelo canto dos olhos, que aquela cerca, que media cerca de 1,50m de comprimento por 1m de altura, começou a cair. E em direção ao funcionário que, dentro de um pequeno buraco, escavava a calçada de costas para a tal cerca. Continuei andando, observando, discretamente, aquela cerca, que pendia, em slow motion, para dentro do cercado. Para dentro do buraco. Para as costas do funcionário. Comecei a andar mais rapidamente, o que fez aumentar a sensação de demora da queda do tal objeto. Quando não conseguia mais olhar pelo canto dos olhos, decidi seguir em frente e não olhei mais para trás. Apertei tanto o passo que os dedos dos pés quase gangrenaram.

Após cerca de 150m, parei e olhei em direção ao canteiro de obras, como quem procura por um ônibus, ou táxi. Ninguém me seguia. Não havia correria. Ninguém gritou pelo meu nome (Hey, Barbudón!). Ninguém.. Ih, peralá. Tem um cara, meio grisalho, meio calvo, de jaqueta amarela com faixas cinzas refletoras, vindo em minha direção!

Desisti do ônibus e do táxi e retomei o meu caminho. Dobrei a esquina, segui em frente na Comerç, atravessei a rua, voltei à calçada, comecei a procurar as chaves no meu bolso, vi um objeto no chão, observei alguns homens que faziam uma ref... Pera lá. Que objeto é esse? Voltei 3 ou 4 passos, olhei para um lado, para o outro, não vi ninguém por perto e recolhi o que parecia ser uma nota de 10 euros. E era. Nova, estalando. Resolvi ficar ali, com a nota nas mãos, para ver se aparecia alguém procurando por ela. Afinal de contas, perder dinheiro pode acabar com o dia de qualquer um, e seria uma boa ação, que contrastaria com o soterramento que causei alguns minutos antes. E fiquei parado, na calçada, esperando.

Foram os 2 segundos mais demorados da minha vida. Quando percebi que ninguém havia aparecido, retomei o passo, andei cerca de 20 metros e entrei no prédio. Tomei o caminho para o elevador, que, por sorte, estava lá. Fechei a porta, pressionei meu andar e fiquei observando, pelo vidro, se aparecia alguém, ou vestindo jaqueta amarela com faixas cinzas refletoras, ou com um furo no bolso, gritando meu nome e batendo violentamente contra a porta de entrada no prédio.

Não apareceu ninguém. Mesmo assim, decidi passar o resto do dia no quarto, trabalhando. Vai que...

Estamos bem. Muito bem! Amamos vocês.

Besos tarjetados

Nando (e Mi, que já gastou os 10 euros com passagens para o metro)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Curta-metragem (08/01/2011)

Resolvi treinar um pouco mais a arte da edição de vídeos. Quem sabe não me profissionalizo?

Meu primeiro curta-metragem. Espero que você "curta" bastante! Hahaha... haha... ah, deixa pra lá...


Besos cinematográficos

Nando (e Mi, morrendo de vergonha de sua atuação)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Roma II - re-upload (28/10/10)

Por problemas técnicos, tive que recolocar o vídeo de Roma. Algumas cenas sumiram, mas já arrumei e aqui está:


Minhas desculpas para Tati Bertucci, que comentou nosso vídeo no Youtube. Tati, seu comentário está guardado, ok?

Agora, vou aproveitar as últimas horas de 2010 com minha esposa, passear bastante e colher material pra postar no blog. Nossa... Colher material... Ficou parecendo exame de fezes.

Amamos vocês. Estamos bem!

Besos laboratoriais

Nando (e Mi, na sala, me esperando para ajudar a guardar as coisas. E sobre colocar "exame de fezes" no post, ela vai falar tanta merda pra mim... Rá!!)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Roma (28/10/10)

Ah, Roma... Essa viagem não dá para contar em palavras. Nem em fotos. O jeito foi filmar mesmo. Espero que vocês gostem da edição. Eu sugiro que vocês cliquem no vídeo para vê-lo na página do Youtube, porque ele fica maior, mais bacana. Ah, e liga o som bem alto!

Com vocês, Mi e nando visitam Roma.


Tomara que este filme seja o primeiro de uma série.

Estamos bem, amamos vocês.

Besos romanos

Nando (e Mi, quase chegando, e eu tendo que correr para lavar a louça antes dela chegar)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Saudade (26/12/10)

Em alguns dias postarei fotos e vídeos de Roma. É que acabei de baixar o programa de edição de vídeos, e quero caprichar para vocês. Enquanto isso, gostaria de compartilhar algo com vocês.

Quando estávamos andando pelo Palatino, perto do Colosseo, em Roma, vi meu tío. Levei um susto, pois não sabia que ele viria à Roma. Depois de me aproximar, percebi que não era ele. Até saquei uma foto para poder mostrar para minha família, e comparar a semelhança dos dois.

Sempre que vamos a um mercado de frutas e verduras, visualizo perfeitamente minha sogra escolhendo os tomates mais maduros e as folhas mais verdes. Enquanto isso, meu sogro admira as carnes vermelhas, chourizos, peças bizarras de animais, tudo isso na tienda ao lado.

Visitando o El Corte Inglés, paro e sigo com os olhos meus pais andando por entre as diversas araras. Meu pai na frente, andando apressado e depois voltando para emparelhar com minha mãe, que se detém a cada mostruário. Ele, claro, carregando várias sacolas, e pronto para subir mais alguns andares, onde ficam os eletrônicos.

Nas ruas e Ramblas, num fim de tarde, nos cansamos de ver Diego Moraes andando por entre outro mortais, sempre chiquérrimo com sua roupa da Desigual, cabelo solto e cachecol colorido. Dependendo do frio, decidimos tomar um café com tapas, e encontro, do lado oposto da mesa, o Ju e a Taïs, assoprando a taza, fazendo a fumaça atravessar a mesa e sumir, assim como a cena toda.

Eu citei alguns exemplos - reais -, mas isso acontece o tempo inteiro, com a sobrinhada, familiares, amigos. Vemos diariamente todos vocês, aqui, do nosso lado, vivendo com a gente. A saudade faz a gente ver quem a gente ama sempre ao nosso lado, e pode tanto piorar a situação como melhorar. Geralmente melhora.

Estamos bem, com saudades, e amamos vocês.

Besos saudosos

Nando (e Mi, teclando no msn e assistindo tv brasileira, para amenizar a saudade)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Bate-perna (20/12/2010)

Estou cansado só de pensar no cansaço que foi nosso fim-de-semana. Em contrapartida, a felicidade foi igualmente gigantesca. O casal aqui, pela primeira vez, atuou como Guia Turístico - e, de quebra, Personal Training - da Fabiane, que tinha apenas 2 dias para conhecer Barcelona. Fizemos um roteiro que coubesse tanto no curto período de tempo quanto no desejo da nossa turista. E creio que deu certo.

No sábado acordamos lá pelas 8h, nos arrumamos e fomos ao hotel de Fabiane. Fica bem perto de casa, a caminhada foi gostosa e serviu para esquentar o frio que fazia. Chegamos 9h30, esperamos um pouco e lá estava nossa convidada, pronta e disposta. Saímos do hotel, pegamos o Passeig de Colom à direita, subimos La Rambla até o metro Drassanes. Seguimos pela L3 verde até o Passeig de Gràcia. Seguimos um corredor longo e claustrofóbico entre linha verde e amarela naquela estação, seguimos então pela linha amarela, L4, até El maresme, onde saltamos e encontramos o Diagonal Mar.

Havíamos falado maravilhas do Primark para a Fabi, e ela quis conferir. Foi a primeira tienda que visitamos, e lá ficamos por um bom tempo. Eu precisei sair um pouco, pois, apesar do frio, fazia um calor rio-de-janeirense dentro da loja. Depois retornei e encontrei com elas. Mi estava carregando uma sacolinha com um pack de 5 cuecas pretas tamanho L que eu havia escolhido (quem viu o post anterior viu que eu realmente preciso de cuecas...). Já a Fabi... Uma sacola grande, cheia e pesada. Ela aproveitou os preços minúsculos do local e levou várias pequenas coisas, acessórios, meias, esse tipo de produto, que não pesa no bolso, mas pesa na mão. Ela e mi resolveram fazer um rodízio. Cada uma levaria um pouco a sacola, para não pesar demais para apenas uma das partes. Eu fiquei quieto. Mandei meu lado mais cavalheiro calar a boca para ver quando que sobraria pro moçoilo aqui.

Fomos almoçar. Tantas opções, tantos sabores mediterrâneos e europeus, e onde fomos? Sim. McDonalds. Novamente, o preço e a praticidade da lanchonete pesaram na decisão. Mas tudo bem. Depois do descanço e com a energia redobrada, tocamos em frente. Fomos ao Ryan Ryan, uma loja de presentes super bacana, com itens hilários como tatuagem de torrada e neve em lata. Depois, fomos a uma loja de maquiagens e perfumes. Ok, hora d`eu pegar minha rinite e sair novamente. Andamos mais um bocado naquele shopping. E adivinha quem acabou carregando a sacolona do Primark? Adivinha? Sim, acertou. Moi.

Falamos das possibilidades de passeio para o restante do dia. A Fabi ouviu tudo pacientemente até que comentamos sobre a loja da Disney, em outro centro comercial, ali perto. Seus olhos brilharam, e ela disse É aí mesmo. E lá fomos nós de Tram. Descemos cerca de 3 pontos depois, e, da mesma forma como fizemos no primeiro centro, também não perdemos tempo e fomos para a loja da Disney. É um lugar mágico, com brinquedos exclusivos que, infelizmente, não existem no Brasil. E eu caí na besteira de falar isso para ela. Foram bonecos, caixa de bombom, e isso e aquilo... Lá vem a Fabi, saindo da loja, com outra sacolona cheia.

Paramos para tomar um café e decidimos voltar. Passaríamos em casa para ela conhecer o cafofo, e para nos arrumarmos para o compromisso que tínhamos, e sobre o qual falarei em breve. Novamente pegamos o Tram, passamos pelo Parc de la Ciutadella, subimos em direção ao Arc del Triomf e pegamos a Carrer del Comerç até aqui. Descansamos, conversamos, nos arrumamos e levamos a Fabi para o seu hotel. Antes, combinamos novo passeio no dia seguinte. Saímos, pegamos novamente o Drassanes, L3 verde até a Catalunya e seguimos, pela primeira vez, de trem, S1 até Muntaner. Descemos, nos perdemos, nos achamos e chegamos.

Eram 19h58 precisamente. O combinado era 20h00. Tocamos o interfone, a porta abriu, entramos, subimos pelo elevador, fomos à 4ª porta, casa da família Curty-Pitt. Não, não fomos visitar o Brad não. Meus empregadores, Pat e Andrew, fizeram um jantar delicioso para comemorarmos o natal. Afinal de contas, dia 20 eles viajariam e só voltariam em Janeiro. Não vou entrar em detalhes, mas vou marcar as principais cenas deste jantar maravilhoso.

Demos um presentinho de natal para o Leandro, que veio no meu colo, com todo o peso de seus 6 meses de idade, e, após me encarar por uns bons 15 segundos, encostou sua cabeça no meu ombro. Tomamos um vinho delicioso e brindamos. Conversamos. Nos sentamos à mesa após o Leandro ter sido posto para dormir. Conversamos. Tomamos um caldo bem quente, muitíssimo saboroso, preparado pela Pat. Conversamos. Em seguida, Andrew trouxe um prato tipicamente inglês, preparado pelo próprio. Fish and Chips. As batatas estavam saborosíssimas, e o peixe, coberto por uma camada crocante e cheirosa a base de cerveja, desmanchava na boca. Abrimos uma cava, bebemos, conversamos, contamos piadas, rimos. A Pat trouxe um prato com uma boa variedade de queijos, para acompanhar nossa cava. Depois, a sobremesa. um bolo de sorvete com recheio de frutas vermelhas. Perto das 23h, o leandro acordou. Era nossa deixa para irmos. Agradecemos o jantar e a noite. Ganhamos de presente um cartão de natal lindo - que me fez chorar um bocadinho quando li aqui em casa - e uma cava, que abriremos em momento oportuno. Voltamos para casa de metro. E tudo isso só no sábado.

Domingo, 9h da manhã, já aguardávamos a Fabi em seu hotel. Como eu lembrei, neste dia, de levar a máquina fotográfica, vou falar menos e mostrar mais. Tiramos várias fotos no parc Güell, e as melhores seguem.

Depois, seguimos caminhando até a Sagrada Família. Foi uma delícia ver a cara embasbacada da Fabi quando descemos a calle e demos de cara com o monumento. Almoçamos no McDonalds em frente - ah vá, é mesmo? - pegamos o metro, descemos na Catalunya, descemos La Rambla e fim. Claro, adentramos becos e ruelas que só nós, que já estamos aqui há quase 90 dias - nossa, quanta coisa... - conhecemos. Enviamos também um postal para cada família - e também chorei um pouquinho - e o domingo terminou.

Foi cansativo, verdade, mas estamos transbordando de alegria. Conhecemos melhor a Fabi - e sua irmã, pois tudo ela falava da irmã - e passeamos bastante. E jantamos com a família Curty-Pitt, três (duas e meia) pessoas incríveis, que certamente estarão ainda em muitos e muitos posts.

E ficaremos até a manhã do dia 23 de dezembro longe da internet. É que eu e a Mi estamos de malas prontas. Já já - 7h15 da manhã do dia 21 - voaremos para Roma. Vamos passear muito e muito e muito, e voltarei com toneladas de fotos, vídeos e experiências.

Fiquem bem, amamos vocês, se cuidem, e comportem-se!

Recadinho pra Bia: e aí, passou de ano???

Besos romanos

Nando (e Mi, treinando com minha sogrinha seu italiano. Pizza! Macarrone! Má quê!)