quarta-feira, 15 de junho de 2011

O tempo esquentou

Fiz esse vídeo hoje, dia 15 de junho. Trabalhei bastante, até umas 16h, e decidi ir à praia com a Mi. Afinal de contas, com um céu azul desses, um sol que vai até quase 10 horas da noite, e um calor abafado, não tem quem resista.

Fomos, fiz o vídeo e editei o mais rápido que pude. Queria compartilhar meu novo desafio vencido. Menos um item na minha lista. Vejam e aproveitem. Ou não, como diria Caetano.



E foi isso. Estamos bem, e vocês? Comentem, compartilhem, espalhem. Ajudem este pobre casal a ser bem visto e bem quisto por aí!

Beijos naturebas

Nando (e Mi, vermelha até o dedão do pé, de vergonha alheia)

sábado, 11 de junho de 2011

Barcelona é um saco

Sábado, céu azul após dias intermináveis de chuva, a Mi trabalhando pacas e perspectiva de um dia preguiçoso.

Nada disso, minha gente. Levanta, sacode a poeira e vamos bater perna. Certo? Certo.

Me arrumei, me despedi e sai em busca de aventura. Resolvi, após meses e meses, andar novamente por ruas desconhecidas. Queria um dia para conhecer o que ainda não vi de Barcelona. Mas nada turístico ou mapeado. Algo, digamos, inusitado.

Subi a Princesa e fui até a praça da Catedral. Andei em direção à Rambla, até a Art Montfalcon, uma loja super interessante. Sim, sim, é uma loja para turistas. Mas fui comprar uma carteira para a Mi. Recebi uma dica da nossa antiga companheira de piso, Lauri, e resolvi arriscar. Infelizmente, as carteiras são meio caras - uma média de 20€ -, e achei perigoso comprar qualquer uma delas sem a presença da futura-usuária-da-mesma para escolher e decidir.

Saí de mãos abanando, mas, pelo menos, a carteira continuou cheia.

Voltei pelas ruelas até a Jaume, onde fui parado por um turista - acho que brasileiro - pedindo informação. Ele se esforçou no castelhano para perguntar a respeito da Basílica Santa María del Mar. Eu respondi, também em castelhano. Por sorte eu sabia onde era. Era lá perto, e as instruções eram simples. Eu acho bacana quando um turista se esforça para falar a língua do país visitado.

Resolvi ir à praia. O sol estava quente, as ruas, lotadas, e não queria voltar para casa tão cedo. Andei até a prefeitura e virei à esquerda. Pronto. Nova rua, novas lojas e mercados. Era o que eu queria. Descobrir. E foi assim, andando e observando, que vi o Miba - Museu de Ideias e Invenções de Barcelona.

Fantástico. Não entrei, mas vi vários itens numa espécie de vitrine, e algumas, inclusive, à venda. Como a capa de sapato, para chuva; O recipiente de microondas para fazer ovo quadrado; Almofada lavável, que vem com uma caneta tipo 'pilot' para anotar recados e mensagens; Guardanapo com bolso, para guardar o celular durante um jantar fora (nele, lê-se 'eu desligo meu telefone para você!'); E várias outras coisas. Tinha até um guarda-chuva com cinto de segurança, para os dias de ventania. E, caso a ventania fosse muita, um guarda-chuva 'usável', como uma espécie de capacete inflado, ou coisa do gênero. Bem bacana mesmo. Alguns painéis de vidro no chão deixavam o visitante espiar a área interna do museu. Ficou para a próxima. Saí com a cabeça cheia de imagens e ideias, e a carteira mais cheia ainda - teoricamente, claro.

Continuei na mesma rua, e algumas quadras depois, virei à esquerda. Eu estava reconhecendo aquela rua. Lá, eu e a Mi, ainda desesperados, desocupados e desnorteados, com cerca de 10 dias de Barcelona, passamos à procura do Cantinho Brasileiro. Um bar que, como o próprio nome diz, é brasileiro. Sentamos, tomamos guaraná e... Bom, para relembrar, reveja o post - clique aqui.

Continuando. Virei à direita e vi, finalmente, a marina. O número de pessoas aumentava. As barracas de quinquilharias se aglomeravam na calçada. Os restaurantes estavam cheios. O trânsito de bicicletas era intenso. Caminhei os 10 minutos que me separavam do Mediterrâneo ávido pela brisa marinha, o cheiro da areia e os sons marítimos. E antes dos 10 minutos, lá estava.

Não sei, acho que fiquei ali, parado, por uns cinco minutos, no mínimo. Não me lembro do que pensei. Só observava aquela beleza. Não o mar em si, nada de beleza da natureza, mesmo porque sou bem urbano. Não é isso. É a cena em si, sabe? Eu estava comentando com a Mi que, no Brasil, quando a gente resolvia descer para o Guarujá - praia onde passamos a grande maioria de nossas férias -, dependendo do tempo de estadia, praia era obrigação. Explico.

Se eu fosse ao Guarujá numa sexta para voltar no domingo, eu teria que ir à praia sábado e domingo, mesmo se o sol não fosse lá essas coisas. Mesmo se uma garoazinha pairasse durante o dia. Mesmo se a areia virasse lama e o mar secasse. A gente tinha que ir à praia. Só assim aproveitaríamos a viagem, sabe? Obrigação. Eu nunca vivi essa situação, de pensar 'Ah, o tempo está bom. Vou pra praia', ou 'Puxa, está um vento frio, mas o céu está claro, quero ver a cor do mar hoje'. Então, é isso. Essa é a beleza sobre a qual refleti no parágrafo acima.

À minha esquerda havia um grande lote de praia, cheia de gente andando. Eu já havia caminhado por aquela calçada antes. Com a Mi, com a Rô e o Dé. Resolvi virar à direita. Havia só mais um tanto de praia, coisa de 5 minutos de caminhada apenas. Mas, dentro da minha proposta de hoje, aquele naco me servia como uma luva. Comecei.

Percebi que a praia ia ficando cada vez mais vazia e alta. Quer dizer, entre o mar e a calçada, havia uma espécie de lombada de areia natural, que tapava a visão de quem estava na calçada dos banhistas que se esticavam próximos da àgua. Do meu lado direito, havia um clube de natação muito interessante, com quadras para frescobol, quadras de areia para um jogo que não sei o nome, piscina, cad-TRIM, TRIMM!

Que susto! Pessoas andando de bicicleta tocavam suas campainhas para que nós, transeuntes, saíssemos do caminho. Sem olhar, fui mais para a esquerda e fiquei observando. Eram cerca de dez pessoas. De bicicleta. Sem roupas. Protestando. Sim, sem roupa nenhuma. Sim, protestando. Não sei contra o quê, porque os escritos estavam na bunda dos cidadãos, e fiquei sem graça de encarar. Ou melhor, embundar.

Eles estacionaram suas bicicletas logo em seguida, e foi quando a ficha caiu. Estava numa parte da praia que é naturista. Não exclusiva, mas, como dizem por estas bandas, 'friendly', ou simpatizante. Deixei o clube pra lá e comecei a observar melhor a areia. E me arrependi.

Uma das piores visões da humanidade é um homem deitado, na areia, debaixo do sol, e peladão. O pinto ali, triste, feito língua de cachorro com calor, geralmente à esquerda, repousando, fritando, feito salsicha de churrasco. O saco... Ah, quanto saco. Falam muito da questão 'tamanho é documento?', mas o saco sempre fica de fora. Literalmente. E isso porque o tamanho é proporcional à ridiculeza da coisa. Quanto maior, mais triste. Cai-lhe bem o nome escroto. Fica lá, jogado, pendurado, enrugado. E com brisa gelada do mar, então, mais enrugado ainda! Parece... Parece... Quer ver como parece? Faz assim. Olha para a palma da sua mão. Agora, feche os dedos, como se fosse pegar uma pitada de sal. Tá vendo agora a palma da mão, como ficou? É esse o enrugado. E olha que eu estava longe! Parece a superfície da lua, sei lá.

E, pra piorar, tem que tomar sol como? De perninha aberta. Claro! Assim, as linhas das pernas desenham um triângulo retângulo cujo vértice principal é o dito cujo. Ai, ai. Mas enfim, observei tudo isso por vocês, os fieis seguidores deste pacato blog, que, depois deste post, despacatou geral. Enfim.

Homens, mulheres, idosos, jovens, todo mundo lá, como vieram ao mundo. Alguns mais do que outros - caso dos carecas e banguelas - mas, aparentemente, todos felizes, relaxados, aproveitando o calor de 25 graus da primavera catalã. Me deu inveja, de verdade. Me deu vontade de pisar a areia fofa, tirar tudo e me jogar no naturismo. Para a sorte de todos que estavam ali, não continuei com o plano. Fica para uma próxima vez.

Terminei minha caminhada, voltei pela mesma calçada. Revi bundas, pintos, peitos, pêlos. E sacos. Muitos sacos. Barcelona é um saco atrás do outro. Claro, diversos casais gays vem aproveitar a tolerância da cidade, principalmente nas areias quentes de Barceloneta.

Falando em Barceloneta, na volta, escutei um batuque bem baixo, lá, distante. Estava já cansado, querendo ir para casa, mas não resisti e fui atrás do som. E entrei nas ruelas de Barceloneta, e me deparei com o que parecia ser uma guerra de batuques.

Ainda não sei exatamente qual o motivo ou comemoração ou sei lá. Vou pesquisar e depois conto direito para vocês essa parte da história.

Na verdade, cheguei cheio de vontade de montar este post para contar esse passeio de hoje, que não teve nada de monumentos ou histórias medievais. O passeio de hoje, em síntese, foi um saco.

Estamos bem, amamos vocês.
Cuidem-se.

Besitos enrugados

Nando (e Mi, que poupou a retina das imagens de hoje, mas não poupará os ouvidos!)

domingo, 8 de maio de 2011

Barcelonando com a gente!

Foram mais de 20 horas de edição, escolha de repertório, renderização do material finalizado e upload no Youtube. Mas o resultado valeu a pena.

Rô. Dé. Esse é pra vocês! Mas todo mundo pode ver, claro.



E é isso aí. Amamos vocês, nos amamos, e tudo segue seu rumo. Aproveitando para mandar um beijo para todas as mães, principalmente as nossas. Dona Yara, dona Jô. Amamos vocês!

Besitos maternais

Nando (e Mi, que adorou e reviu o fim do vídeo umas 10 vezes)

sábado, 30 de abril de 2011

Atendendo a pedidos - Printemps à Paris

Passando só pra publicar este vídeo novo da Mi, atendendo a um pedido muito especial:



Estamos bem, amamos vocês.

Besitos (des)cafeinados

Nando (e Mi, já quase acordando. Eba!)

domingo, 24 de abril de 2011

Printemps à Paris

Finalmente consegui começar a editar o material bruto da nossa última viagem. Por enquanto é só um "teaser", mas eu me emocionei fazendo, e me emociono cada vez que vejo.


Quanto à última cena, meu querido amigo Juliano comentou comigo:
-Nando, eu gostei do filme. Mas a dancinha no final...

Eu, indignado, mas vencido, confessei:
-Eu sei, eu sei. Mas o que eu posso fazer se a Mirela não leva jeito pra coisa?

Vou editando e postando.
Amamos vocês!
Nos amamos!

Beijos parisienses.

Nando (e Mi, Lalolando...)

sexta-feira, 18 de março de 2011

¿Quanto?

Fala, pessoas! Muitos projetos acontecendo, esperança de um futuro bom ou melhor, e, ocupados como estamos, o tempo corre, e nosso blog, tadinho, fica às moscas. Não vou prometer novamente voltar à regularidade de postagens diárias, mas estou trabalhando para que o sistema todo de postagem seja mais rápido e versátil. Assim, quem sabe?

Não sei o que já contei, o que é novidade, o que já é sabido de todos vocês. Mas neste post, contarei uma história rápida (ahan, sei, vocês conhecem meu entendimento de "rápida").

Começamos com um flashback.

A Mi toma um remédio que, no Brasil, é manipulado. Nada sério, people, nada sério. Pagávamos R$ 65,00 pelo pote, suficiente para 3 meses. Trouxemos um novo para Barcelona. Então, obviamente, 3 meses depois, acabou. Havíamos deixado uma receita com a mãe da Mi, que, coincidentemente, é minha sogrinha querida. A Jô. Pessoal, todo mundo fala "Oi Jô"! Obrigado. Continuando.

A Jô, com a receita em mãos, mandou fazer um novo pote. Ela ficou com o produto manipulado, e a farmácia reteve a receita. Praxe. Foram gastos os R$ 65,00, e mais R$ 86,00 para enviar o pacote pra gente. E, novamente, 3 meses (quase) se passaram, e o remédio estava acabando. E agora, o que fazer? Para um novo pote, teríamos que pagar uma consulta particular com o médico da Mi, que fica em São Paulo, para que ele emitisse nova receita, para que todos os demais gastos fossem feitos, e etc, e etc. Então, contabilizando, grana para ir a São Paulo, mais a grana da consulta, mais a grana da manipulação e mais a grana do envio. Totalizando, daria em torno de R$ putamerda,cacete. Aproximadamente.

Voltando para os dias atuais.

Em janeiro, eu e a Mi conseguimos entrar com o pedido de nossa tarjeta sanitária. É um cartão que permite o uso do sistema público de saúde de Barcelona - que, diga-se de passagem, é excelente -, além de conseguir descontos em medicamentos receitados. Um mês e quatro dias depois, recebemos a tal tarjeta. Dia dois de março, a Mi passou no centro de saúde, aqui, do lado de casa. Marcaram a primeira consulta dela para o dia seguinte, três de março, quinta-feira, ou, como dizemos aqui, jueves (castelhano), ou ainda, dijous (catalão). Vale.

Dia seguinte, lá estava a Mi, alegre e saltitante, pronta para sua primeira consulta em solo internacional. Na verdade, ela foi atendida por uma enfermeira, que mediu sua pressão e anotou informações básicas. Procedimento padrão. Foram marcados um exame de sangue (uma semana depois) e uma consulta, agora sim, com nossa médica (uma semana após o exame de sangue). Seguimos, então, o protocolo. Uma semana se passou, e lá foi a Mi tirar sangue. Eu apareci de surpresa, para segurar a bolsa dela, que é gigante e pesada, e para segurá-la, no caso de haver algum desmaio ou coisa parecida, por conta do jejum. Outra semana se passou, e chegou o dia marcado para a consulta. Isso foi ontem.

Para interligar as duas histórias contadas até agora. A esperança da Mi era que ela conseguisse com nossa nova médica uma receita para o remédio que ela toma. Assim, economizaríamos bastante. Isto é, caso o remédio daqui não fosse tão caro quanto o remédio daí. Teríamos que esperar, e foram duas semanas cheias de ansiedade, acreditem. Voltando.

Ontem, a Mi foi à médica. Eu fiquei, trabalhando. Poucos minutos depois, ela retornou. Cheguei a pensar que ela, por algum motivo, não tivesse sido atendida. Ledo engano. Ela foi atendida, e muito bem atendida. E trouxe consigo uma receita, linda, novinha, para podermos comprar o tal remédio. Felizes, saímos em direção à uma farmácia na Princesa, pois tínhamos na carteira apenas uma nota de dez euros. Portanto, fui junto, no caso de precisar usar o cartão de débito (sim, tenho uma conta aqui!) ou crédito. A Mi entrou, eu fiquei lá fora, fumando (eu sei, eu sei, eu sei.), e entrei em seguida. Ela estava boquiaberta.

A história é que a Mi mostrou a receita e apresentou sua tarjeta sanitária. A farmacêutica identificou o remédio, passou o código de barras na máquina e registrou a retirada. Destacou, também, uma parte da embalagem, que serve como controle interno, pois a receita permite que compremos apenas uma caixa do tal remédio por mês. A Mi, então, faz a pergunta (diálogo traduzido):

- Quanto é?
- ...86...

A Mi franziu a testa, coçou o cocurutu, inclinou a cabeça. Por um minuto, ela pensou "fodeu", mas depois:

- Perdão... Quanto?
- 86 centavos de Euro.

Sim, meus caros companheiros de leitura. Oitenta e seis centavos de Euro. Numericamente, 0,86€. Eu entrei logo depois deste diálogo ter ocorrido. A Mi estava ainda boquiaberta, quando ela me contou tudo. Obviamente, eu ri. A Mi riu. A farmacêutica riu! Perguntamos quanto seria o remédio caso não tivéssemos a tal tarjeta. Seriam oito Euros. Puxa. Puxa. Abri minha carteira, e vi que tinha apenas uma moeda de um Euro. A Mi, idem. Resultado. Saímos da farmácia com um remédio para o mês inteiro, gastamos um Euro e ainda voltamos com quinze centavos de troco.

Ficamos tão surpresos que ligamos para nossas mães para contar o acontecido. Nos sentimos tão afortunados, tão aliviados e, novamente, tão seguros.

Bom, essa foi a história de hoje. Dá para ver que estamos bem, não? Se não, aqui vai a confirmação. Estamos bem, e amamos vocês e nos amamos.

Acreditem, estamos nos tornando melhores pessoas. Estamos crescendo, como pessoas, como adultos e como um casal. Isso é ótimo.

Besitos remediados

Nando (e Mi, vendo a receita de hoje da Ana Maria Braga. Não falei que estamos crescendo? Mi chefe de cozinha, quem diria!)

domingo, 6 de março de 2011

Serpenti-Nando na Mi-careta de Barcelona

Sábado pulamos carnaval aqui em Barcelona. Muitas pessoas nos perguntavam como seria o carnaval daqui, e nunca soubemos responder, porque, para nós, também era um mistério. Seguindo as indicações do site oficial da prefeitura de Barcelona, fomos, ontem, a uma das principais avenidas da cidade, a Paral.lel - assim mesmo, com um ponto entre os "eles".

Metro lotado, muita gente fantasiada. E fantasias engraçadas, interessantes, algumas caseiras, mas todas bem elaboradas, até mesmo as mais simples. Descemos, andamos, subimos as escadas até a rua. E quanta gente, quanto barulho, quanto, quanta, sei lá, não dá para descrever.

Foi por isso que decidi gravar tudo em vídeos. Mais uma vez, a intenção é transportar você, leitor deste humilde blog, para uma aventura fora do Brasil, ou fora de sua casa, ou até mesmo extracorpórea. Feche os olhos - mas não agora, senão você não verá as instruções a seguir, e nem mesmo o vídeo! -, imagine-se voando, sem asas, por um céu azul, límpido, atravessando o Atlântico, avistando a península Ibérica, seguindo pelo Mediterrâneo até encontrar a estátua de Colombo. Ali, vire à esquerda, pegue a Paral.lel, siga umas 3 quadras e pronto, você chegou ao carnaval de Barcelona. Pouse, abra os olhos e veja e ouça o vídeo inteiro:


Estamos bem, e bem cansados de tanta folia. Amamos vocês.

Beijos confetezados

Nando (e Mi, fazendo escalda-pés para acalmar os calos do samba de ontem)

ps: para quem quer assistir ao vídeo com som original, aqui está ele: http://www.youtube.com/watch?v=_joSOiLorvc.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Testes (21/02/2011)

A vida é pura perspectiva. Nunca é cedo para ensinar, nunca é tarde para aprender. Portanto, resolvi tentar um novo desafio. Estou começando a levar mais a sério minhas edições de vídeo. Quer dizer, sempre gostei de editar imagens, colar trilhas sonoras, mas agora chegou a hora de me aventurar no mágico mundo dos efeitos especiais.

Fiz dois testes neste domingo. Nada de novo, mas, para mim, que nunca fiz nada do tipo, foi uma realização. Algumas pessoas que viram se assustaram. Outras, riram. Mas todas tiveram alguma reação, e esse é sempre meu objetivo. É preciso reagir. Como? Depende de cada um. Cada ser humano tem sua própria visão daquilo que faço. Contanto que haja uma resposta, um comentário, um retorno qualquer, para mim, está valendo. Aí estão os testes:





E é isso. Gostou? Não? Assustou? Riu? Chorou? Comente, sugira ideias e situações, fale qual foi sua reação. E se você for, sei lá, um cineasta ou coisa parecida e, talvez, quem sabe, precise de um estagiário nesta exata área, bem, bingo!

Estamos bem, animados e nos amamos, e amamos vocês.
Besos estrábicos

Nando (e Mi pedindo pelamordideus para apagar a luz para dormir)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Passeio de domingo (16/02/11)

Domingo passado fomos passear no Parc de la Ciutadella. Eu, Mi, Fer e um convidado muito muito especial. O Luca - ou "Chuchu", como a Mi costuma chamá-lo -, filho do Edu e da Maria, brasileiros que residem em Barcelona há tempos. É dele que a Mi toma conta diariamente, e é com ele que ela está desenvolvendo seus sentidos maternais.

Filmamos muita coisa, e resolvi juntar os melhores momentos neste vídeo que agora apresento. Espero que todos vocês se sintam "passeando" conosco. Imaginem a cena: uma tarde ensolarada, um ventinho frio carregando as últimas folhas secas do inverno, um parque repleto de gente, um parquinho cheio de crianças, areia e diversão.



Estamos bem, amamos vocês.

Besitos divertidos

Nando (e Mi, fazendo turno da manhã e se preparando para um passeio de adultos no Ikea)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

WE´RE BACK (15/02/11)

Sim, senhoras e senhores, estamos de volta! A rotina diária (redundância?) nos pegou de jeito, mas finalmente resolvemos abrir um pacote de cerca de 2,5kg de vergonha-na-cara e dar notícias novamente através deste humilde blog.

Pois é, quem diria, rotina europeia. Eu imaginava morar em Barcelona, viajar para um país diferente a cada fim de semana, viver novidades interessantes toda semana, sentar a bunda na cadeira e escrever posts diários contando cada detalhe de nossas aventuras. E a realidade é tão diferente disso, justamente por ser realidade. Ao menos, esta está sendo a nossa experiência.

De qualquer forma, aqui estamos. Bem de saúde, tentando viver mais que sobreviver, aproveitando o que é nos é possível. Comendo menos e melhor. Vivendo mais e melhor. E é claro, apesar da rotina, temos algumas novidades.

• A Mi deve começar em breve algum curso de castelhano. Provavelmente ela comece em março ou abril, pois os cursos daqui duram, em média, 3 meses, e a maioria dos lugares - os mais baratos - começa em janeiro. O legal é que, apesar das dificuldades da língua, estamos mais abertos a tentar e errar, o que costuma ajudar no aprendizado de basicamente tudo. A Mi falando castelhano é a coisa mais fofa.

• Comecei a escrever um livro. Por enquanto ainda estou ajustando isso e aquilo, antes de desenvolver toda a história. Será um livro meio ficção e meio real, meio triste e meio alegre, meio tenso e meio relax, meia calabreza e meia mussarela. Ou, melhor ainda, um livro sem rótulos. Combaterei a tentação de postar trechos ou sinopses da história, mas, regularmente, darei notícias sobre o processo em si.

• É incrível como a Mi está desenvolvendo seus dotes culinários. Seja seguindo receitas ou inventando uma nova combinação de ingredientes, tudo o que ela faz fica delicioso. Ela, claro, fala que falta sal, falta iso, falta aquilo, mas a verdade é que eu preciso fazer uma baita força para não acabar com toda a comida, não só para que o alimento rende mais, mas para sobrar alguma coisa para o dia seguinte. Aliás, sou só eu ou todo mundo acha que a maioria das comidas fica melhor no dia seguinte?

• Olá turma. Meu nome é Nando e eu sou viciado em Rubik´s Cube. O que começou com uma provocação da minha irmã - coisa que ele raramente faz... ahan - se transformou em obsessão. Eu só conseguia fazer uma face do cubo 3x3x3, e ela falava que não valia. Pois vim, estudei, comprei o original e coonsegui. Fui para o 4x4x4. Feito. Agora o 5x5x5. Quase lá! Todo dia eu preciso embaralhar e resolver os três cubos. mas é uma delícia. Tão bom quanto Sudoku. Aliás...

• Consegui trazer a Mi para a minha turma. Na verdade, ela entrou sem convite nem nada. Resolveu tentar o Sudoku, comprou uma revista de 0,75€ e começou pelo muy fácil, que, para quem começa, é difícil pacas. Mas ela está indo bem, resolvendo cada vez com menos erros. Ela já está quase pronta para chegar ao próximo nível.

• Que bom, a música continua na minha vida. Terei música minha gravada em alguns CDs este ano, o que me deixa cheio de orgulho. Uma dessas músicas fiz aqui, em Barcelona, e em parceria, o que significa muito para mim. Porque é preciso ter uma química, um entendimento mudo entre duas pessoas para que uma parceria saia bacana, audível e, quiçá, gravável. Só falta agora ter o meu próprio violão, aquele que deixei em Campinas. Por favor, se alguém vier para cá, poderia, por gentileza, trazer meu pobre instrumento? Que saudade.

• Ontem, meu pai me prestou uma senhora ajuda - mais uma! - e conseguimos alterar nossa passagem de volta ao Brasil. Será no fim de setembro deste ano. Até lá, temos que decidir não só o que faremos de nossas vidas, mas, baseados nesta decisão, como voltaremos para cá ou aonde iremos. Estou pensando em fazer um show beneficente aí no Brasil, para arrecadarmos dinheiro, ideias, sugestões. Voltar praí? Ficar aqui? Ir para outro país? Afinal de contas, quem aí não quer ver um Nandinho ou uma Mirelinha correndo pelas linhas deste blog? Quem? Quem quiser que a família Freitas aumente em breve, por favor levante seu mouse.

Apesar da ausência, mais um post longo. Mas estou tentando ser mais breve e direto. Preciso, é claro, guardar adjetivos, verbos e pronomes para meu livro. Senão, escrevo tudo aqui e não me sobra nada para depois, a não ser a página em branco e a cabeça idem.

Estamos bem, muito bem mesmo. Em breve, fotos e vídeos - que comecei a organizar hoje - e, tomara, ou, como dizem por aqui, ojalá, mais novidades.

Besos novos

Nando (e Mi, preparando um peixe com batatas. Meu estômago já está devorando a minha pleura.)